Um blog cheio de mimimi, com um título sem sentido e um template sem muita originalidade.





30 dezembro, 2008

Ei, recomece!

Dois mil e oito: closed. Praticamente. Não farei aqui uma retrospectiva (pra quê serve a Globo, né?). Também não farei uma projeção para o próximo ano (para isso temos mães-de-santo, economistas, apocalípticos e afins). Isto porque depois da espetacular tramóia do Bug do Milênio (lembram?), algum ceticismo sobre certas previsões surgiu em mim.
Não estou de mau humor. É que todas essas roupas brancas nas vitrines, esse aumento no consumo de lentilhas e essas caras e bocas de “no-próximo-ano-farei-uma-dieta-de-verdade” me tiram dos nervos. Pode-se dizer até que tudo isso é compreensível, já que o momento do 23h59min59s de 31 de dezembro sempre traz muita expectativa e alegria e ansiedade e festa. Mas chega disso. Não me pergunte porquê, mas não consigo acreditar que o ano novo comece exatamente aí. Cronologicamente falando, pode até ser que sim. Humanamente falando, não.
Estou fazendo uma bagunça absolutamente desnecessária, eu sei. O ano novo deve começar no Reveillon e ponto. Mas o que é que a gente aprende com a Sra. Dúvida? Aprendemos a desconfiar do Óbvio, e considerá-lo uma ameaça, um pilantra da mais alta estirpe. Honestamente: se existe algo que me falta, é Desconfiômetro. Mas é que todo esse champanhe, todos esses fogos de artifício, esses abraços e musiquinhas e presentes são harmônicos DEMAIS com o Sistema-que-tenta-dominar-o-mundo...HOHOHO! Sei lá, acho que ou é meu sexto sentido despirocado, ou realmente dá pra desconfiar de tanta perfeição.
Para começar, não acredito que seja um ano NOVO completamente. Na verdade, acredito que ele “recomece”. Digo “recomeço” porque não é um começo propriamente falando, posto que não estamos partindo do zero, não é mesmo? Então digo: SIM, no fator "tempo" o ano novo começa logo após a Virada. SIM, é legal fazer festa neste momento, e fazer planos e tal. Mas o tempo que realmente recomeça NÃO é esse demarcado pelo Reveillon. Porque se a gente fica só na contagem regressiva, só na festa e só nos planos, poderemos passar sessenta vezes por este momento tão único, e nunca saberemos o que é um verdadeiro recomeço. O 31 de dezembro não pode ser um “luzes, câmera, ação!” obrigatório a todos os seres humanos.
Sobre mim: existiram anos em que não houve nada de novo, nenhum recomeço, onde o tempo passou e eu continuei a mesma. MEU ano começou de repente, em algum mês por aí, em que eu cresci mais um pouco, em que eu comecei a amadurecer mais um pouco, e superei alguma deficiência, algum limite, e fiz alguma coisa boa, e melhorei a vida de alguém de alguma maneira, por mais simples que essa maneira tenha sido. Então agora eu quero recomeçar meu ano neste exato momento, e dizendo o seguinte: o Tempo está para nos servir, não para escravizar. É certo que um dia, de tanto ele passar, chegará a morte. Mas enquanto ela não vem, eu me recuso a ser a mesma, a dizer de mim que sou assim mesmo e ponto. Como dizia o filósofo Heráclito (era ele, não era?), nem o rio é o mesmo, porque a própria correnteza o leva, e o transforma. Quanto mais nós, eu e você! E sobre meu Reveillon, quero que ele seja apenas um registro, não tanto de meus planos futuros, porque estes são tão nublados como o futuro de qualquer um (e quem disser que sabe do futuro está enganado ou mentindo, porque ele não se restringe ao sucesso profissional ou qualquer outra coisa, somente. O nosso futuro é um todo, e é, em boa parte, o que iremos sentir). Quero, principalmente, que o meu Reveillon registre meus planos passados, e até onde essa minha mania de recomeço me permitiu alcançá-los.
*Até onde eu chegarei? Não se faça tantas vezes essa pergunta. Você não é adivinho, nem ave do céu que alça vôo com destino certo.
*Até onde eu consegui chegar até agora? Essa é, a meu ver, a melhor pergunta a ser feita, e espero que nenhum fogo de artifício ou champanhe ou festas de virada de ano traga a ilusão de uma vitória que AINDA não foi alcançada. É por isso que eu valorizo muito mais o recomeço. Ele não traz ilusões. Ele oferece oportunidades.

:) Feliz Recomeço!

23 dezembro, 2008

Sofia

Sofia é o tipo de garota que, se fizesse parte de um filme do tipo serial-killer, seria a primeira vítima, aquela que depois quase nunca nos lembramos, que ninguém sabe de onde veio nem para onde iria, caso não fosse assassinada logo de cara. Se o filme não fosse um serial-killer, ela seria uma figurante atravessando a rua. Aliás, se fosse um filme pornô, ela certamente não seria nem atriz, nem figurante. No máximo, uma editora de imagem. Mas Sofia é uma secretária, e é tão comum, tão óbvia em seus sonhos e projetos e existência, que até aqueles que a amam, a amam justamente porque não se sentem ameaçados por ela. Sofia é, por assim dizer, o ser humano clichê. É o palito de dente de gregos e troianos. Simplesmente útil para alguma coisa que fazemos sem perceber, como abrir e fechar os olhos, por exemplo. Seu avô, homem literário, dizia: “Sofia, você é tão calada... se a gente colocar um ‘r’ no seu nome, vira ‘Sofria’!”.
Entretanto é natal. E o chefe imediato de Sofia sabe que precisa dar algum chocalho nessa época do ano para os funcionários. Assim como se enfeitam as árvores com luzes e bolinhas coloridas, também se enfeita a vida das pessoas, ou dos funcionários, no caso. Aos sócios, deu uísque. Mas Sofia não bebia. Aos faxineiros, cd´s de música sertaneja ou de axé. Mas nunca ouvira Sofia comentar sobre algum show que houvesse ido, nem cantarolar uma cantiga de roda sequer. Às demais secretárias de outros setores, porteiros, seguranças e o escambau, enviou agendas e canetas com o timbre do escritório, brinquedinhos de plástico para seus respectivos filhos e e-mails bonitinhos que já havia recebido antes de outros conhecidos, de tal maneira que seu único trabalho era fazer o Ctrlc Ctrlv de “Feliz Natal” em cada texto. Sofia nem tinha filhos, nem utilizava agenda de papel: digitava todos os compromissos no computador.
O chefe não sabia o que lhe dar, afinal. Mas sem presente é que ela não poderia ficar. Precisava ter uma política correta dentro da empresa, ser camarada com os demais. Como conseguiria ser promovido em 2009? Angariar a simpatia no trabalho em fim de ano requer gastos. E é lógico que ele via os gastos como investimento. Se Sofia ao menos fosse gostosinha, a levaria para jantar. Ele não era casado, oras! E, pelo visto, nem ela. Mas Sofia era feia como um cabide. E sem assunto, mórbida. Uma boa secretária, diria. Puramente técnica. O bom é que os sócios confiavam nela – sabiam que nenhum cliente, absolutamente nenhum, iria fazer-lhe propostas indecentes e descabidas. Um trunfo na manga, claro. Mas dane-se a feiúra. É o preço do investimento, ou não é? Dane-se.
Convidou Sofia para sair. Não um jantar romântico, tipo num restaurante. Procurou zona neutra: uma cervejinha depois do expediente no bar da esquina, para “esfriar os neurônios”. Afinal, ela “era uma boa secretária, e merecia uma folga”. E lá se foram. Ela, surpresa pelo convite, e ele cruzando os dedos para que nenhum conhecido os visse juntos. Silêncio nojento e horripilante nos primeiros 30 minutos. Mas com os minutos vieram os chopes, as risadinhas aqui e ali, “outra rodada, seu garçom, que agora Sofia vai virar o copo de uma vez só!”. Sofia ganhou um bebê de natal do chefe que não ganhou a promoção. Ele até que gostou dela - não fazia cenas, não reclamava de atrasos.
Mas durou pouco tempo. Um dia em que Sofia atravessou uma rua, um tijolo que caía de um prédio em construção mirou de propósito a queda bem em sua cabeça. Ela morreu imediatamente. Seu chefe-marido processou a construtora responsável pela obra. No natal seguinte, ele e Júnior, o presente de natal de Sofia, passaram as férias em Porto Seguro. Gostou do lugar, abriu seu próprio negócio com o dinheiro da indenização recebida, e até o dia de sua morte sempre encontrava um ou outro funcionário esdrúxulo como a falecida esposa. Sina dele. Compreendia perfeitamente. As lembrancinhas de natal eram cartõezinhos com frases elaboradas, e já estava bom demais. Já tinha muitos gastos com o filho. Não que isso também não fosse um investimento. Só que era incerto, e a longo prazo demais.

17 dezembro, 2008

"El verdadero revolucionario está motivado por el amor"



Frase de Che Guevara. 40 anos após sua morte, continua rendendo (histórias). A começar pelo filme "Che", dirigido por Steven Soderbergh, cuja estréia nacional é prevista para o início de 2009. Mas já temos o "Diários de Motocicleta" e demais apetrechos como pôsteres, camisetas e boinas com a imagem dele, estampada. Até hoje ele é um mistério para mim. Custo a acreditar que essa imagem que divulgam dele - inclusive pelos próprios americanos, seja verdadeira. Concordo com o jornalista Pedro Cine*, quando afirma que Che foi alguém que "não traiu nem a si mesmo nem a suas crenças". Mas como já havia comentado num post anterior, nós inventamos o poder de banalizar o diferente, e é isso o que me incomoda. Vestir o Che e falar o Che já é um gancho para o status. O status de um "diferente-que-chega-a-ser-comum". Não vejo mais ideologias puras. Nem o próprio Che era amplamente partidário de todas as idéias do Fidel (não negava a necessidade objetiva do estímulo material), e creio que vice-versa . Um parêntese: não estranhe se não termino as idéias de uma forma bem elaborada e amarrada em cada frase. É que não posso ter uma opinião formada e engessada sobre ele durante muito tempo. Talvez depois de alguns minutos que mostre esse texto, já queira refazer uma ou outra idéia. Então é melhor nem mexer. Deixo esse texto como uma fotografia, daqueles tempos em que, uma vez disparado o flash, já seria muito tarde para reverter uma pose mal feita. Mas voltando... Quem foi que disse que Che era um guarda-chuva? Não lembro. Nem lembro o porquê da analogia. Só sei que lembro. E, ao ver esse simples desenho acima, associei-o ao Che. Coisas do cérebro e suas interessantes relações de idéias. Sim, talvez ele tenha sido contra essa febre do consumismo. Suas atitudes revelavam algo pelo o menos parecido. Porém todo extremo é perigoso, e Che foi mal interpretado. Mal interpretado por esquerdistas que o utilizam como bandeira, mas confundem seus desejos com a realidade objetiva (mais ou menos o motivo que fez Che fracassar em seu propósito). Mal interpretado pelos de direita (Che não deveria ser um ícone somente, ou uma fotografia famosa. Deveria ser como Fidel, criticado e exaltado nos mais ínfimos detalhes, até que toda essa dissecação nos mostrasse quem ele realmente foi, sem mitificação - e mistificação). Che ainda permanece como um dos baluartes da crítica ao consumismo. Mas seu potencial de exemplo me parece pouco explorado. Perde-se tanto tempo criando ao redor dele um conto de fadas que esquece-se, invariavelmente, de sua essência humana nos termos de um alguém derrotado. Não enfatizo exatamente sua derrota, mas o que o levou a isso. E sejam esquerdistas ou de direita, todos correm esse mesmo perigo, porque sempre olham para os passos que ele deu, e com isso abaixam a cabeça, e não se auto-avaliam. Deveriam, ao contrário, erguer a cabeça e olhar para onde olhava o Che. Repetir os mesmos passos pode não levar ao mesmo lugar. Há que se considerar uma série de fatores externos (e internos). Mas os olhares voltados a uma mesma direção podem levar a um mesmo lugar. E Che tinha os olhos voltados para algo muito bonito. Sempre destacava, inclusive, a importância do amor.

*http://www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada/ult90u476896.shtml

15 dezembro, 2008

O Teatro Mágico

Silêncio... as cortinas já vão abrir :)

Cena 1 - Descoberta da infância, quando fui ao circo.
O AMOR É UM PALHAÇO. NÃO EXISTE EM SI MESMO, SENÃO NOS MOMENTOS EM QUE REPRESENTA PARA A SUA PLATÉIA.
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Cena 2 - Descoberta da adolescência, enquanto gazeava uma aula.
É DA PLATÉIA QUE EU FUJO. NÃO QUERO VER MINHA VIDA ACONTECER NUM PALCO À MINHA FRENTE, SEM EU FAZER PARTE DELA.
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Cena 3 - Descoberta na puberdade, quando analisava meu corpo e conversava com o espelho.
NÃO SEI SE A MINHA PERSONAGEM DE PALCO TEM SIDO BELA E INTERESSANTE NESTE MUNDO. MAS, AFINAL, O QUE É BELO? ALÉM DO MAIS, EU NUNCA LEVEI A SÉRIO NEM O CRITÉRIO DE PREMIAÇÃO DO OSCAR...
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Cena 4 - Descoberta nas primeiras amizades marcantes, em toda a sua complexidade.
DIFICILMENTE FICO SÉRIA POR MUITO TEMPO. MEU RISO É SOLTO COMO SOLTA É A MINHA SINCERIDADE, GERALMENTE QUANDO SOLICITADA. MAS ÀS VEZES DESCONFIO QUE DIGO A VERDADE NO RISO SOLTO E A ILUSÃO NA SINCERIDADE.
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Cena 5 - Descoberta da juventude, na consolidação de valores.
ONTEM UM AMIGO SORRIU PRA MIM, NÃO POR ALGO ENGRAÇADO QUE LHE DISSE, NEM PARA ME FAZER ME SENTIR MELHOR. FOI AQUELE SORRISO INESPERADO E DESPRETENCIOSO, COMO PRESENTE FORA DA DATA DE ANIVERSÁRIO, FORA DE QUALQUER CONVENÇÃO. O AMOR É ASSIM. É O SORRISO ATRAVÉS DO GESTO E DA PALAVRA.
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Cena 6 - Descoberta sobre o grande desafio da relação à dois.
QUANDO A PALAVRA SE CANSA, A GENTE NÃO PERCEBE LOGO, PORQUE ISSO NÃO INCOMODA. SÓ QUANDO PRECISAMOS TER ALGO A DIZER É QUE SURGE REALMENTE O VAZIO. QUANDO O SILÊNCIO ASSUTAR, NÃO FOI PORQUE A PALAVRA CANSOU, FOI A RELAÇÃO...
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Cena 7 - Quando se percebe que a maturidade vem em unidade ( 1 grão de areia da praia).
MINHA RELAÇÃO COM O MUNDO É NA MEDIDA EM QUE REPRESENTO PARA ELE, COMO UMA ATRIZ INTERPRETANDO A MIM MESMA. QUE ESSA INTERPRETAÇÃO, NO FIM DE MINHA CARREIRA, TENHA SIDO O MAIS SOLTA, SINCERA E DELICADA POSSÍVEL. MAS PRINCIPALMENTE UMA INTERPRETAÇÃO PALHAÇA, COMO ASSIM É O AMOR.
Não fecham-se as cortinas!
:]

08 dezembro, 2008

Plágio do seriado 24 Horas

* Os últimos acontecimentos ocorrem entre as 19h da noite e as 3h da manhã (!)
Na época tinha 13 anos. Saí de casa para visitar minha avó. Sentei no ponto do ônibus às 19h. Estava no meio do ano, era tempo das festas juninas. Dia de show de Elba Ramalho na praça do Mercado. Esperei pelo ônibus por 40 minutos. Cheguei ao terminal do Mercado às 19h40min. E peguei o outro ônibus do lado errado do terminal. Resultado: fui em direção ao lado oposto em que pretendia ir. Só que estava muito entretida com um livro, então, tapada que fui, só percebi o engano muito tempo depois. Desci do ônibus. Tentei pegar o correto desta vez, mas todos estavam tão lotados por causa do show de Elba, que nenhum se atrevia a parar ao meu sinal. Não cabia nem um mosquito a mais. Eram umas 20h. Estava sozinha na avenida deserta, quando um carro parou. Tinha 4 homens dentro. O motorista perguntou:
- Ei, mocinha, quer uma carona?
Meu coraçãozinho pululou.
- Não, obrigada.
- Não precisa se preocupar, não vamos te fazer mal.
- Eu sei, mas mesmo assim não quero.
Ainda insistiu umas 3 vezes, continuei recusando. Com o sorriso amarelo. Foram embora. Respirei aliviada. Tentava telefonar do orelhão (porque não tinha celular) e a cobrar (porque não tinha cartão telefônico) para todos os números que ainda recordava, mas ou não atendiam, ou caía na caixa postal, ou não atendiam ligação a cobrar. Esperei no ponto até as 23h30min. Nenhum ônibus parou.
Resolvi percorrer os 5 km que me distanciavam do terminal a pé, com apenas 1 vale de transporte e 0,50 centavos no bolso, sozinha. Caminhei toda a RUA DA FRENTE (Av. Rio Branco) NESTE HORÁRIO, SOZINHA!!!!! Pra quem já conhece a fama dessa avenida...
Quando comecei a caminhar já estava perto da meia noite. 2h15min depois, alcancei o terminal. Esperei o ônibus chegar, esperei...esperei... até que não segurei o choro quando ouvi alguém explicar que àquela hora não passava mais ônibus nenhum. Tudo bem, eu sei que na minha situação Jack Bauer não choraria. Mas ele não tem 13 anos, ele tem um carro sempre disponível e aquele celular que localiza até o Papa, se ele assim quiser.
Fiquei lá, sentada, sem saber o que fazer. Uns 40 minutos depois, vi duas mulheres se aproximarem. Então tive A Idéia. Perguntei a elas como fazia para chegar ao ponto de táxis de lotação, já que o dinheiro que tinha só me permitia essa alternativa. Segui as orientações e, lá pelas 3h da manhã, saí do terminal do Mercado em direção ao ponto dos táxis de lotação. Pela viagem até a casa, ele me cobrou EXATAMENTE 1 vale e 0,50 centavos (neste ponto, acho que nem Jack Bauer teria mais sorte). Finalmente o destino começava a me sorrir. Dividi o táxi com um aparentemente travesti (vai lá saber) e dois homens bêbados. Quando finalmente cheguei à casa de minha avó, pensando que todos se comoveriam com meu relato, fui bombardeada por uma série de acusações (tipo Jack Bauer mesmo, que leva pau no episódio inteiro mas sempre tem alguém que ache que ele é o traidor). Minha avó arregalou os olhos quando me viu. Sua netinha chegava na casa dela, sozinha, às 3h27 min da manhã. Fui a responsável por um dos maiores escândalos da história da minha família. Não adiantaram meus argumentos - eu não tinha provas. Nem uma testemunha sequer! Fui acusada de perversão: segundo a promotoria, composta por avó, mãe e tias, havia saído de casa às 19h da noite e ficado no show da Elba até as 3h da manhã (!). Esta história não é uma ficção.
E não percam o próximo episódio da menina mais azarada (eu!) que Jack Bauer, da família mais infiltrada que a UCT.
:}

03 dezembro, 2008

Contraditório...

*Fugindo do preconceito, inventamos o "Afrodescendente".
*Nas cidades aonde é preciso ter penitenciárias, geralmente se levantam muralhas em volta das casas.
*Por não querermos o fim, protelamos o começo.
*Saímos do período Medieval: tempo do poder do rei absoluto e da violência que tentava se justificar. Chegamos no presente: tempo do poder que tenta se justificar e da violência absoluta.
*Acabaram as torturas do tempo da ditadura. As do tempo da ditadura.
*Muitos não vão às urnas porque é necessário - não importa muito quem irá representá-los. Muitos compram roupa de marca, não porque roupa é necessário. Mas porque a marca os representa.
*Quando nos apaixonamos, nos aconselham a sermos cautelosos (porque soltar as emoções é perigoso). Quando nos decepcionamos com alguém, nos aconselham a desabafar (porque prender as emoções faz mal).
*Quando é que fazemos o bem sem desejar ALGO em TROCA? E quando é que o mal que recebemos não veio em TROCA de ALGO - que fizemos?
*POR QUE ATÉ PRA PERGUNTAR É PRECISO SABER?
*Que palavra linda é "amortecedor": AMOR...tecer...cedo...dor...MORTE.
.
Oi, gente! Tantas contradições não me permitem finalizar o texto. Então, já que está tudo tão confuso, resolvi aproveitar e começar o texto por aqui!
Contraditório: Segundo o meu dicionário, contraditório é qualquer coisa nessa vida que esteja de uma maneira que não deveria estar, ou que esteja fora de seu lugar, de seu tempo, de seu momento, seja por não ser compreendida, seja pela hipocrisia, seja pela mentira. É tudo aquilo que dizemos e que não é. É tudo aquilo que acontecemos e que, no fundo, no fundo, não foi...
:]

24 novembro, 2008

Só de passagem

Fala, povo high tech!!!!
Tou naqueles dias...
não "NAQUELES DIAS"... rsrsrsrsrs...
mas é que estou em semana de prova, então tou sem tempo de botar a cachola pra pensar e escrever aqui...
Mas se vcs tiverem um tempinho livre e forem à locadora pegar algum filme, aqui está minha humilde sugestão :]
*Magnólia (um clássico)
*Crash: no limite (desconcertante)
*Sobre meninos e lobos (Sean Penn, é sempre Sean Penn)
*O fabuloso destino de Amélie Poulain (romance + drama + comédia + todos os absurdos legais)
*Fale com ela (Drama. Homens que não aprenderam a valorizar uma mulher ainda, assistam!)
*O poderoso Chefão I e II (o III não foi tão bom, a não ser pela cena final de Al pacino)
*Pequena Miss Sunshine (MISTURA BOA: comédia e drama. Atentem para a guriazinha. Só a atuação dela já vale a pena)
*21 Gramas (muiiiiiiiiiiiiito bom!!! mas precisa de paciência, porque é estilo não-linear, ultra flash-back... mas é bom!)
* Onde os fracos não têm vez (Javier Barden, o bandido mau perfeito!)
*Mar adentro (Javier Barden, o mocinho bom perfeito!)
* V de Vingança (!!!!)



É filme para todos os estilos, e todos compartilham de muita qualidade e bom gosto. Não dá pra se arrepender de assistir nenhum deles. Espero que escolham algum e curtam!

:]

21 novembro, 2008

Somos Heróis

(Antes de começar o texto, uma palavrinha: o Banco do Brasil uniu-se ao Nossa Caixa, e pretende comprar muitos outros bancos pelos Estados. Não vejo de maneira positiva a formação desses grandes conglomerados. Alegam que teremos maior comodidade e crédito. Mas haverão menos escolhas para nós, e o poder deles ficará mais concentrado. E o que se pode fazer? Cada um está querendo ser o maior banco, e todos juntos estão buscando permanecer de pé ante o terremoto da crise americana. Mas... e nós? Como ficaremos depois desse terremoto?)
Agora começando o texto de verdade, e pelo título: Somos Heróis. Somos heróis sempre que o nosso dia-a-dia parece que vai desmoronar e se tornar um noite-a-noite...como aconteceu comigo ontem. É porque é mais difícil sorrir no escuro, por mais que se leiam frases com pensamentos positivos, e se leiam livros de auto-ajuda. Parece que há uma barreira blindada contra qualquer expectativa de melhora. Somos heróis porque nos levantamos todo dia e fazemos as mesmas coisas, e para se fazer todo dia as mesmas coisas tem que ser muito corajoso. Porque passar pelo mesmo, dói.
A pobreza passa por ela mesma todos os dias. Eu vejo crianças, idosos, mulheres e homens, jovens de todas as cores sei-quê-nem-pra-quê, pelas ruas, e não somente pelas ruas. Também estão dentro de suas casas, pobres de alguma coisa que não seja necessariamente comida. Eu vejo essa semana da Cosnciência Negra, e não enxergo consciência. Eu vejo comemorações pelos vinte anos da Constituição Federal,e não vejo os princípios fundamentais. Eu vejo depoimentos do tempo da ditadura, eu imagino tantas e tantas torturas. Eu só vejo heróis por todos os lados, porque pobres, empresários, feios e bonitos sobre-vivem, tão diferentes, mas TÃO iguais. Certos e errados ficam sob o mesmo teto. Bons e maus trabalham uns pros outros.
Somos heróis. Somos anti-heróis. Somos os outros e, raramente, somos nós mesmos. Há bons e maus, e um se torna o outro no dobrar de cada esquina. Ontem eu era boa. Hoje eu sou má, porque uma dor me fez assim. Me fez querer sumir. Mas logo, logo saberei que não posso desistir. Então nos tornamos heróis mais uma vez. Pela superação.
Somos heróis no dia de eleger um candidato. Ou então quando recebemos o salário e calculamos o que sobrará assim que se pagar as dívidas. Somos heróis quando estudamos enquanto a vida está acontecendo muito mais bonita lá fora. E quando se ama alguém - quer herói maior? E quando pedimos perdão, e quando nos reconciliamos.
Somos também quando chutamos o pau-da-barraca. Quando vem a ira, a indignação e as lágrimas. Porque somos fracos. Porque somos fortes. Quem poderia contra nós? Somente ela, a ausência de sonhos. Cadê os sonhos dessa nação? Onde estão nossos exemplos? Para onde foi o futuro? Não tem bandido que assuma seus atos, nem mocinha que consiga pedir socorro nessa história. O mundo nos confunde. O bandido arranca a nossa voz. Não dizemos nada, não podemos ver nada. E haverá final feliz? Há somente heróis. Mas pra quê servem heróis que não têm ninguém pra salvar nem contra quem lutar?
A gente luta às cegas. Lutamos contra tudo. (Tentamos) salvar a nós mesmos.

16 novembro, 2008

O mosquito da dengue é coisa da nossa cabeça

Oi!!! Antes de mais nada, quero pedir desculpas por ter ferido uma cláusula pétrea da Constituição Bloguística: faz tempo que não apareço por aqui. Mas acredite: tive BONS motivos para isso. O lado bom: do último post pra cá, aconteceram muitas coisas pra gente pensar.
Vam - lá...
1- Pois é, "Obambi" venceu as eleições lá nos Isteitis.
2- Itaú e Unibanco entrelaçaram matrimônio.
3- Este mês, a indústria automobilística produziu 16% a menos que no mesmo período do ano passado (uma queda significatica para um crescimento constante). Isso só serviu para, mais uma vez, não nos frustrarmos com as previsões de nosso presidente. Se ele dissesse que a crise dos EUA não nos traria consequências, E ISSO REALMENTE ACONTECESSE, aí sim ficaríamos decepcionados.
4- A China, apontada como futura popstar do cenário mundial já fez aqui sua própria calçada da fama. Que o diga sua exclusiva novela global. Os ricos-de-verdade já se ligaram que a parada agora é estudar o mandarim. (Se aprender o "ai-lóvi-iou" já foi difícil...)
5- Ainda não tinha comentado aqui que em 2008 o ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente) completa 18 anos. Conclusão: já pode ir pra cadeia.
Hoje, apesar de uma sempre presente emergência em falar de relacionamentos, de dúvidas existenciais, ou simplesmente do meu pobre time que só ganharia o Brasileirão se TODOS OS DEMAIS times fossem abduzidos, quero dizer que estou preocupada. Não sei as consequências dessa crise americana.
Festejou-se muito a vitória do futuro presidente de lá, numa ânsia de expectativas, porque assim como nós, um país também precisa acreditar em algo para não cair. O problema é que são expectativas DEMAIS.
Uma idéia que eu costumo repetir entre meus amigos é que prefiro chegar num lugar sem ser exatamente valorizada. Sem ser necessariamente desejada ou querida. Quando se espera muito de você, por mais que você se esforce, por mais que você seja bom, nunca estará no mesmo nível que sua maior inimiga: a expectativa que depositam em você. O que esperam de nós é sempre tão cruel , tão inalcançável em toda a sua plenitude! Quem poderia fazer tanto que superasse o imaginário popular? Por isso, completo aqui minha idéia: melhor pra mim é chegar sem fazer muito barulho, porque aí sim, o que eu CONSEGUIR fazer de útil, de bom, sem nenhuma cobrança, é que trará o meu espaço, o meu respeito.
O que será desse futuro presidente? Vejo tantos olhares, tantos sonhos, tantas esperanças sobre ele que tento imaginar o tamanho do peso que está sobre seus ombros. E, justamente por isso, já adianto: ele vai trazer frustrações. Não por causa dele. Mas por causa do próprio povo, que não vê, senão nele, outra luz nesse túnel. Esperam dele a salvação da pátria. Torço para que, assim como o país, ele não caia. Somos um pouco Barach. Também nos projetam para muito além de nós mesmos, e quem já estudou um pouco de geografia sabe que toda projeção distorce em maior ou menor medida a realidade.
E, por falar em distorção, precisamos tentar enxergar apesar de tudo!
6- O Governo prevê um novo surto de dengue para o verão que está por vir. Já foram registrados alguns casos de dengue hemorrágica.
Olhe pelo vidro quando pára num semáforo. Você verá crianças.
Leia um jornal. Você verá uma crise que não está nos Estados Unidos. Ela está aqui, bem mais perto.
Vamos mexer com as estruturas, vamos balançar as idéias, vamos pensar! É a nossa "água parada" que atrai o mosquisto.

27 outubro, 2008

Mãos ao alto!

A você, que é um bem-humorado insistente... a você, que recebe uma crítica e não perde o rebolado... a você, que comete fabulosas mancadas mas faz a promessa de ser-uma-pessoa-melhor-a-partir-do-reveillón... a você eu dedico esse texto! :]
Meu indicador de fim de ano - as árvores de natal que já estão nas vitrines dos shoppings – lembra-me que logo chegará 2009, um inocente aninho que virá ao mundo com a responsabilidade de me fazer uma pessoa:
*mais madura;
*menos dorminhoca;
*mais boazinha;
*menos péssima-motorista-no-trânsito.
Me parece que em maior ou menor proporção, todos fazem um balanço do ano que aproxima-se do fim. Aí não faltam os momentos flash backs: os momentos alegres, os tristes, as músicas mais marcantes, as novas amizades que se fizeram, as conquistas alcançadas, as derrotas... Enfim, tudo o que, misturado num caldeirão, determine se você progrediu, ou não.
Se você progrediu ou não também depende do que signifique “progredir” para cada um. Tem gente que se liga mais no lado espiritual, ou no financeiro, ou no quesito “relacionamento”, equilíbrio psicológico ou ainda na forma física(!). É por essas e outras variantes que medimos o nosso “quantos-degraus-já-subi-na-vida”. Mas também observo o progresso em uma perspectiva diferente. Se nem tanto original, é ao menos um pouco mais justa.
Se você vê uma pessoa que sonha com um sítio e, ao reencontrá-la cinco anos depois, ela já sonha com uma fazenda, você pode concluir que ela prosperou. É mais ou menos por aí essa minha perspectiva. A visão arrojada da pessoa é, ao meu ver, mais determinante que todos os outros pontos, inclusive sobre suas reais possibilidades. A questão não é onde se está, é aonde se quer chegar: Sim, essa frase parece ter sido extraviada dos livros de auto-ajuda. Mas já que 2009 já está no 10º mês de gestação , e é comum que façamos planos legais para o futuro, precisei dessa frase como gancho para redigir uma nova lei no Código Penal: “Incomodar sonhos alheios. Pena: Ser considerado um criminoso, um bandido da pior espécie, um eterno insuportável, um merecedor da todos os castigos bíblicos do antigo testamento, um verme e, ao mesmo tempo, um @3#!1)/%*#!!!!!!!!!!
Como se faz isso?(a tal da tipicidade do crime):
*Sendo um vilão clássico (estilo novela mexicana)
*Sendo um vilão muito mau (estilo Lionel Luthor)
*Sendo um vilão duvidoso (estilo Capitu)
*Desacreditando a pessoa, duvidando de sua capacidade;
*Desvalorizando o seu sonho;
*Desmerecendo sua conquista (ainda que alguém a considere pequena ou fácil);
*Dizendo palavras de desestímulo. Cês sabem. Podem até fazer de conta que não nos atinge, mas uma palavra negativa ou nos irrita ( - prejuízo) ou nos tira as forças para o projeto em vista (+ prejuízo). Em todo caso, fazer essas coisas pode provocar danos irreversíveis, traumas, ou sei lá mais o quê. Se a gente forçar um pouquinho a memória, vai lembrar de alguém na nossa adolescência ou infância que, por vontade ou por descuido disse “aquela” palavra que não deveria ter sido dita, e isso nos marcou. Hoje, se temos 20, 30, 60 anos, continuamos sendo vítimas delas, em maior ou menor intensidade, porque essas palavras não vêm de pessoas que nos são indiferentes (dessas pessoas geralmente não esperamos quase nada). Essas palavras só podem vir de alguém por quem criamos uma certa expectativa. :/
Se você não sabe, a cidade está cheia de gente perigosa. Então, não vacile. Assim como existe a orientação de se evitar lugares desertos para que não sejamos assaltados, lá vai uma orientação contra esta violência: Não saia contando seus planos por aí! (seria o mesmo que deixar sua carteira cheia de dinheiro dando sopa). Divida seu sonho com quem sonha junto com você! ;]
P.S.: Apesar da dedicatória no início, escrevi esse texto por causa de meu doce amigo J.D., que há algum tempo não está mais entre nós porque seus sonhos tão lindos, infelizmente, foram sementes lançadas num solo infértil. (Saudade...Te amo... )

22 outubro, 2008

No meio do lago tinha uma pedra

E, PRA VARIAR, começaremos pelo atual caso bam-bam-bam da mídia: o caso Eloá. Infelizmente, o desfecho da história dela foi terrível. Mas não há comentários que faltem sobre isso. Quando se joga uma pedrinha no lago, ela não afunda simplismente. Assim que a pedrinha toca a água, provoca uma sequência de ondinhas concêntricas que vai além de onde caiu. O caso Eloá foi como uma pedrona.
Antes de prosseguirmos, abro um parêntese. Talvez Lindemberg seja um psicopata, ou talvez ele apenas não saiba lidar com a rejeição. Mas todo mundo já foi feito um pouco de idiota nessa vida...já sofreu por amor...já quebrou a cara de vez em quando...e já foi, inclusive, um pouco bloqueado no msn(!). Então, lá vai um sério conselho para você que tem problemas anormais com a rejeição: SE LEVAR UM FORA, NÃO SEQÜESTRE (!). Um agente da S.W.A.T., brasileiro, disse que nunca havia presenciado a devolução de um refém ao seu sequestrador (!) e que "sentia vergonha por ser brasileiro" (comentário infeliz) diante da atuação do grupo de Operações Especiais. Ouve-se por aí que a Imprensa e o Poder Público exerceram forte influência nos atos da polícia. As consequências de uma decepção amorosa, de um comentário infeliz, da manipulação de poderes e da ineficiência da polícia são algumas das ondinhas dessa pedra. Mas, repetindo o que já havia dito acima, não há comentários que faltem sobre isso também. Fecho o parêntese.
Quando Lindemberg for sentenciado em julgamento, a sociedade fará como todo o sempre: assumirá aquele ar de missão cumprida. A justiça será feita. E o caso, aos poucos, será deixado de lado. As ondinhas irão acabar. Mas essa história ainda está só no começo. Basta olhar a longa viagem que a pedrinha fará até chegar ao fundo do poço, digo, ao fundo do lago.
São Paulo é o Estado que mais possui presídios. Mas eles encontram-se hiper-lotados.
São Paulo precisaria que fossem construídos, pelo o menos, metade do número de presídios que já possui.
Em Minas Gerais, por falta de espaço, o governo está alojando os condenados em escolas.
Em Goiás, num estádio de futebol.
Quando Lindemberg for condenado, a justiça AINDA não terá sido feita.
O que mais atrai a classe média é aquilo que está perto dela ou o que ela pretende alcançar. Não são as favelas. Não é o saneamento básico das periferias. Não é a qualidade das escolas públicas. Não são os presídios. Existem celas em que não é possível que todos os condenados se sentem. Metade fica em pé, metade descança. Nessas mesmas celas, se come, se dorme e se faz as necessidades fisiológicas. Há agressões físicas. Perversões. Corrupção por parte de policiais. Maus tratos. O sistema penitenciário brasileiro é precário. Não há segurança nele.
Quando esse barulho da mídia passar, a mãe de Eloá continuará na tristeza que não passará junto com esse barulho. O desrespeito à dignidade humana que fará de Lindemberg mais uma vítima, não vai passar. A irresponsabilidade e o despreparo dos policiais não vão passar. Então, por quê ficarmos sempre na superfície do lago se tudo é tão mais profundo que isso? As notícias passam tão depressa, e ficamos tão presos aos fatos novos que nem percebemos que vamos esquecendo, deixando tudo para trás, sempre em busca do novo. Futuras notícias de igual repercussão vão chegar, mas as futuras notícias serão mais do mesmo, porque O Problema Maior, o verdadeiro vilão tem passado despercebido: afinal, quem foi que jogou essa pedra no lago?


16 outubro, 2008

Noção do Brasil

E, continuando alegremente o nosso passeio ao lado da adorável lesminha, chegamos a uma questão importante: qual é a SUA utopia brasileira? No debate entre se os valores antigos devem dar espaço aos novos ou não, se um Brasil de qualidade é o oposto ao atual ou não, se o comunismo é a melhor saída ou não, digo que isso já não é mais uma simples questão de defesa de utopias - é a utopia para a nossa defesa. E parece que não há quem possa fugir dela. Leia isso:
"De um país em crise e cheio de mazelas, onde, segundo o IBGE, quase um quarto da população ganha R$ 4,00 por dia, o que se esperaria? Que fosse a morada de um povo infeliz, cético e pessimista, não? Não. Por incrível que pareça, não. Os brasileiros não só consideram seu país um lugar bom e ótimo para viver, como estão otimistas em relação a seu futuro e acreditam que ele se transformará numa superpotência econômica em cinco anos. Pelo o menos essa é a conclusão de um levantamento sobre a 'utopia brasileira', realizado pelo Datafolha".
Viram? Não é mais questão de brigar pelas utopias. Agora são elas que brigam por nós: se acreditamos que dias melhores virão, é porque precisamos acreditar em algo positivo para não desistirmos de fazer as mesmas coisas todos os dias, de persistirmos em nossa luta para o avanço. E em se tratando daqueles desacreditados quanto ao futuro, é porque já se prepararam antecipadamente para uma provável frustração - aqueles que desacreditam não são tão pegos de surpresa. Resta, assim, essas duas perpectivas: ou esperar pelo pior e decepcionar-se menos, ou esperar pelo melhor e assumir os riscos. Esperar-pelo-melhor lidera o ranking, como vocês já perceberam.
Seja a utopia (isto é, a projeção de um futuro ideal) positiva ou negativa, ela tende ao fracasso. Isto porque quando penso nessas utopias, penso em exagero. Não dá pra ser radical. O Brasil nunca será tão bom, nem jamais conseguirá ser tão ruim. Enrolou a cuca? Vamos abstrair um pouco. Imagine que você tem um filho de mais ou menos dois anos. Você já disse mil vezes a ele que, se colocar o dedo na tomada, leva choque. Mas, num belo dia, lá vai ele mirando o dedinho exatamente em uma tomada, sem você perceber. E ele leva o tal do choque. Por mais que você queira ficar zangado por ele não ter obedecido e pela preocupação que ele causou, saberá que não dá pra ficar zangado, porque ele ainda não desenvolveu a noção do perigo.
Tem brasileiro que não tem noção de perigo. É preconceituoso, corrupto, violento, mal-educado. Leva o "choque na tomada" e não aprende. E parece que nem percebe o quanto isso fará mal ao Brasil inteiro. Será que se pode culpá-los? Diria que sim, e adivinha porquê? Por causa da utopia negativa: desacreditam que as coisas possam tomar um rumo melhor, dizem que o Brasil não tem jeito e que, portanto, não vale a pena ser correto. São como a criança que coloca o dedo na tomada: as suas atitudes irão desencadear uma série de problemas ao país (e eles, como disse, não tem a menor noção da amplitude disso. São reducionistas demais quanto às consequências de seus atos).
Se há brasileiro SEM-NOÇÃO de perigo, também há brasileiro que é SEM-NOÇÃO. Como mostra o Datafolha, dizer que o Brasil é ótimo ou muito bom é ter uma utopia positiva demais. Nem precisa abrir os olhos. Basta escutar o noticiário pra ver que não é tudo tão lindo assim. Creio que seja desnecessário listar aqui as deficiciências brasileiras. Mas tem uma que considero determinante: esse negócio de queremos ganhar nossa autoridade pela palavra. E cadê o nosso exemplo? Políticos falam demais, pais falam demais, porque os (bons) exemplos encontram-se em déficit. Como ensinar sobre honestidade ao filho quando não se paga o salário mínimo à empregada doméstica? Mas voltando ao assunto de hoje, é o seguinte: utopias, todos temos. Mas acreditar ou desacreditar encontra-se, infelizmente, relacionado ao nível de educação: é justamente a mínima percentagem da população que tem acesso à educação que menos acredita no Brasil! Porém, essa mínima percentagem é tão errada quanto os brasileiros "sem-noção". Desacreditar o Brasil é isentar-se da responsabilidade de cada um tentar ser um pouco melhor. Acreditar no Brasil incondicinalmente é isentar-se da consciência de que ainda falta muito para torná-lo um país melhor.

13 outubro, 2008

Texto MUITO desorganizado (ainda bem!)

Os Estados Unidos passam por uma grande crise. Eles, que nos ensinaram que uma vida feliz é tê-la organizada (inclusive na desordem), que ser feliz é ter um carro, uma casa e um emprego... eles, que nos disseram e provaram que a publicidade é a alma do negócio (que nem o comercial da Qualy)...eles estão travando uma guerra. E assim como alguns guerreiros tombam na batalha, talvez eles fiquem assim: enfraquecidos e desorganizados por um bom tempo, ou até passem o bastão para outro líder mundial (quem sabe?).
...
Quando eu era criança, costumava escutar da minha mãe: "Deixe de ser desorganizada!". Ser desorganizado era considerado um defeito, e continua sendo. Hoje lutamos o tempo inteiro para organizarmos nosso futuro, nossas relações e até nossas gavetas. O típico estilo de vida norte-americano é mais ou menos assim: cada-coisa-em-seu-lugar (ou, numa versão bem abrasileirada, seria o "cada-COISA-no-seu-quadrado"). Deixando um pouco meu lado bichinho-preguiça, ter uma gaveta organizada é, realmente, uma coisa legal. Mas, e quanto à nossa gaveta pensante?
...
Os EUA lutaram muito para chegar aonde chegaram. Revolucionaram o mundo. Nos apresentaram ao hambúrguer. Organizaram-se. Dividiram opiniões: na maioria dos casos, ou se ama "o mundo" deles, ou se odeia. E por falar em quem odeia os EUA, quando tento imaginar o que Bin Laden pensou no 11 de setembro, chego sempre à mesma conclusão: a opinião cristalizada (isto é, a gaveta arrumada) pode ser algo perigoso. Se nem sempre para os outros, pelo o menos para nós mesmos.
...
As mentes desorganizadas não são vazias. Mas as mentes organizadas são, de certa forma, esvaziadas aos poucos, escassas de senso crítico. Esquecem de pelo o menos tentar processar com critérios básicos os dados que recebem. São desprovidas daquela anteninha dentro da cabeça, que busca localizar soluções para problemas-que-parecem-não-ter-solução, mas também que nos dá o poderoso Desconfiômetro quando as coisas vão bem DEMAIS. Faltou desconfiômetro para os norte-americanos?
...
Ter um terreno limitado, mas ainda assim otimizar seu espaço é uma coisa. Ter um terreno limitado e só ter sossego quando invadir o do outro, é outra coisa. O problema do raciocínio dos terroristas é esse: esquecem de analisar criticamente o que se encontra em suas gavetas e criticam o que se encontra nas gavetas dos outros (e ainda as explodem, usando gavetas-bomba). É o que comumente se chama de "falta de respeito para com o diferente". Seríamos terroristas também?
...
E você, cara elite pensante? Como anda a sua gaveta? Não falo dos valores, nem da personalidade, nem das crenças. Pergunto pela sua tolerância com o novo, com "O outro", com o mundo que muda mais rápido que sua gavetinha, com os entulhos da caixa de e-mail...digo, com o entulhos que entram em nossa vida - e que dificilmente saem. O que você faz com eles? Não dá pra simplesmente deletar. Às vezes eles vão ficando, ficando...e se incorporam ao nosso dia, à nossa fala e, principalmente, aos nossos defeitos. Deixar a gaveta quietinha, organizadinha, é não pensar sobre ela, é não tirar o pó, é receber as informações passivamente sem oferecer qualquer resistência. É assistir ao comercial da Margarina Qualy (aquela, com o tal peruzinho - ou frango, não sei bem ao certo) e REALMENTE ACREDITAR que uma família inteira sentirá um êxtase sublime, chegará a uma apoteose, só porque estão comendo um PÃO-COM-MARGARINA!!! E, só pra acrescentar, o Instituto Brasileiro de Geologia Bloguística fez uma pesquisa. Segundo os dados obtidos, 9,5 entre 10 famílias normais passam por um verdadeiro caos pela manhã (cê sabe, né? Basta lembrar da cara que você fica quando acorda). Mas agora, falando sério: Desorganize-se. Balance os miolos. ACREDITAR EM TUDO ou DUVIDAR DE TUDO são duas coisas muito cômodas. Ambas nos impedem de refletir de modo honesto para com nós mesmos e para com o mundo.
...
O Ministério do Blog adverte: a organização pode fazer mal à saúde.
:]



07 outubro, 2008

Será que ainda dá pra ser diferente?

Sim, mas peraí! E para quê precisamos ser diferentes? Talvez para nos sentirmos mais especiais...
E de que maneira poderíamos ser mais especiais ? - Eis o tema de nossa conversa.
Momento flash back: Quem é/foi a pessoa mais popular/especial/queridinha da escola?Geralmente é aquela pessoa que pensa o impensável, que tem as MELHORES sacadas e, principalmente, que tem o ambicionado poder de fazer a turma rir muito. É aquela pessoa que chega sem cerimônia e fala com todos (inclusive com os professores) de igual pra igual. É o brother dos manos e o gentleman das minas. Enfim, a pessoa especial é a pessoa...ORIGINAL!!! (ainda bem que eu já saí da escola, portanto).
Imaginei com meus botões que ser original na China não deve ser tarefa fácil. Tudim-com-olho-puxadim. Mas não comemorem a vitória ainda, meus queridos conterrâneos. Aqui no ocidente (ou nesse mundo capitalista) a situação é ainda mais caótica. Não, não temos olhos puxados pra dar e vender, mas lembra-se do movimento punk? Era uma tentativa de contestação dos moldes sociais da época pelo comportamento rebelde, jeans rasgados e etc. Hoje, um jeans rasgado na Daslu custa MUITO DINHEIRO. E o que dizer então daquela música fenomenal "Yo soy rebelde"??? A tal da indústria cultural, além de garantir o terreno da manipulação e da massificação, ainda reservou um espaçozinho nada acanhado para OS ATOS REVOLUCIONÁRIOS CONTRA ELA MESMA!!! (pasmem). Quem já tentou lutar contra o comum acabou entrando no mesmo liquidificador. É mole? Daí, tudo aquilo que foi projetado para ser diferente/especial acaba sendo tudo igual, que nem o jeans rasgado. Tragédia grega? Então espera até ver o presente de grego!
E dentro no nosso cavalinho de Tróia, portanto, você não encontrará os bravos guerreiros épicos, mas sim a nossa monstruosa, a nossa arqui-inimiga, a terrível...MESMICE!!! Pois bem, essa cruel vilã insaciável não se conformou com a vitória sobre os jeans e resolveu pisar no campo minado das inter-relações humanas. A bandida é tão esperta que, até ao criarmos critérios "originais" para acharmos o diferente/especial em nosso parceiro, acabamos caindo na...Mesmice!!! O diferente, hoje, já é igual. O inovador já é obviamente esperado. E até o que nos surpreende já não é tão surpresa assim, tipo a surpresa que um homem das cavernas teria na frente de uma televisão. O futuro está mais ou menos imaginado, que o diga o aquecimento global :( Estamos num beco sem saída? Digo que não! :)
Depois que bate o feeling, cada um procura no outro a tal coisa diferente/especial/original, na tentativa de primeiro conhecer para, a partir daí, ver se realmente vale a pena. Porém, infelizmente, isso pode não funcionar. A vós, nobre casal apaixonado que me lê, faço um apelo: permaneça. Não é conhecer para permancer. Somente permanecendo é que se conhece. Digo essas coisas porque idealizo o "diferente" não como a latinha de Coca-cola geladíssima. Se não tomar NAQUELA HORA, esquenta e perde a graça. Imagino o "diferente" como vinho, sabem? Ganha consistência com o passar das situações, porque, ainda bem, as pessoas também mudam, como o vinho muda.
O texto acabaria aqui caso eu não fosse invadida, subitamente, por uma onda de alterismo. Então estendo o apelo: Irmãos, permaneçam! Amigos, permaneçam! Vizinhos, genros e suas sogrinhas amáveis, permaneçam! Torcedores dos piores times, eu sei que é difícil mas...permaneçam! Assim, PERMANECER não será mais para o diferente/especial/original uma questão de jeans, de Coca-cola ou de rebeldia, mas, como o próprio nome já diz, será somente uma questão de tempo ;]

03 outubro, 2008

Era uma vez um voto indeciso

Ontem, mais um debate entre candidatos. Agressões recíprocas, deliberação sobre projetos de campanha, acusações de corrupção. Então, aconteceu o inevitável: fiquei sem saber em qual deles iria votar. Explicação: Sabe quando você está numa loja, quer comprar uma calça jeans, mas a que tem o comprimento ideal fica folgada? Ou aquela calça que tem um ajuste perfeito, porém é muito curta? E aquela outra, que é muito bizarra, cheia de detalhes extravagantemente horripilantes e que te dá a sutil vontade de fazer seu maior inimigo vesti-la? Os candidatos eram exatamente essas calças jeans. Nenhum possuía o estereotipo do candidato perfeito. O que faltava em um, o outro tinha, e vice-versa. Também tinha o da espécie do jeans bizarro, é claro. Esse tipo nunca falta em período nenhum de eleição. Mas há os que votem nestes, assim como o jeans bizarro só está na loja porque tem alguém que compre. Loja democrática. Mas, voltando a falar sobre estereotipo-do-político-dos-nossos-sonhos, vou listar alguns pré-requisitos que, pelo o menos a meu ver, são consenso:
  • Idoneidade
  • Jogo de cintura
  • Dom da oratória (nada pior que um candidato que gagueja, fala errado ou é vulgar)
  • Tino pra política (cês sabem que tem a galera que NÃO TEM ISSO!!! Só se metem no bolo por causa de manobras políticas baseadas no dim-dim, e arquitetadas para dominarem o mundo!!! Muahahahahaha!!!!
  • BOAS PROPOSTAS DE GOVERNO (e, pra quem não se ligou ainda, boas propostas = propostas realmente passíveis de realização)
  • Popularidade (isto é, ginga com o povão. Nem sempre tão fácil. Essa arte milenar pode durar alguns mandatos até ser perfeitamente dominada)
  • Personalidade própria
  • (caso alguém tenha mais algum pré-requisito em mente, estou aberta a sugestões para acrescentar aqui :] )

Mas o fato é que fui dormir desiludida, ainda indecisa quanto ao meu voto. Ando preocupada com ele. Deve ser difícil não saber para onde se vai, e meu voto não sabe para onde vai. Tadinho dele. Às vezes, assumo, bate uma desesperança! Em que acreditar? Não tou falando só de política não. Por vezes, penso que ela é somente um reflexo de nossa própria insegurança. Claro que gostaríamos de candidatos ideais mas, sinceramente, será que somos cidadãos ideais? Quem nunca se sentiu uma calça jeans incompleta que atire a primeira pedra! Sempre falta alguma coisa, sempre poderíamos ter feito mais alguma coisa. E será que essa história de que toda-mudança-começa-por-nós-mesmos funciona? Pode ser que sim... Na dúvida, se vira! Faz a barra da calça ou manda a costureira dar uma "pinça" nela...

25 setembro, 2008

Como se muda (relativamente) uma opinião

Então, como se não bastasse a vida corrida que eu levo, as coisas pioraram um bocado quando lembrei que tinho prova da faculdade. Tudo normal até aí, mas piorou pra valer quando lembrei que a prova era DELE, um professor muito louco que passa a aula inteira sentado, falando mil coisas mais ou menos complexas e sem dar uma pausa sequer para nossas sinapses do raciocínio jurídico. Se não fosse meu instinto de sobreviência, já teria trancado a bendita matéria. Estava pensando nisso ontem, enquanto esperava na enoooooooooooorme fila minha vez de passar pelo caixa do supermercado, quando, ao me ver com um livro de Direito em uma das mãos, um velhinho muito simpático me perguntou o que eu pensava sobre a liberação do aborto em caso de fetos anencéfalos.
Eu respondi mais ou menos assim:
- Na verdade, tenho medo que essa liberação abra precedentes para outras liberações em favor do aborto, como em fetos com anomalias congênitas, síndromes, etc. Se eu tivesse o poder de mudar a lei, até permitiria o aborto no caso de anencefalia, mas proibiria no caso de estupro, porque se o Direito tem como princípio fudamental o direito à vida, como ele pode ser tão contraditório ao privilegiar a honra da mulher ao invés da vida deste feto, que não teve culpa de nada? Se a mãe não quiser cuidar, coloque ele numa casa de órfãos, mas pelo o menos o direito de nascer eu acho que ele tem.
E o velhinho:
- É, talvez você tenha razão.
E eu :
- É... (já tinha chegado a vez dele ser atendido)
Segui minha vida. Quando cheguei no escritório, tive que fazer umas cem ligações para aquelas operadoras do telemarketing "vou- estar- enviando...". Conhecem?
Pela noite, tive aula do supracitado professor.
Cheguei em casa supercansada, e a cabeça fervendo.
Quando parei para pensar, depois de um dia tão estrassante, percebi que o achismo emitido por mim ao velhinho era a mesma opinião que o meu professor tinha sobre o caso. Ainda que eu não concordasse cem por cento com o que ele dizia, acabei reproduzindo exatamente a sua idéia. Será que não processei a informação como deveria? Lógico que não! Às vezes isso acontece comigo. Escuto, mas só vou refletir depois de muito tempo, geralmente quando alguma situação se encaixa na idéia. E refleti sobre essa idéia, mas isso é tema para a opinião de vocês sobre o assunto. E depois de analisar bem esse meu professor, vi que ele é um cara gente boa. É apenas muito exigente, do tipo que sonha que um belo dia os estudantes de Direito vão acordar e voltar a ter cabeças efervescentes de ideologias. A partir disso minha antipatia pelo professor reduziu em 70%. Mudança de opinião, né? Meu coraçãozinho se enterneceu dessa vez (pobre professor)... Mas não se enganem. Essa percentagem de antipatia poderá voltar a subir ao topo, quando receber a nota da prova :]
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Minuto de sabedoria I
Deixe de ser besta, caso você seja um perdedor de oportunidades.

Sobre esse Blog-lesminha

Aí eu tava no escritório, pensando num monte de coisas úteis e inúteis, quando me veio a idéia de fazer um blog. Confesso que por muito tempo resisti a esta idéia por causa do fator tempo e, muito honestamente, por causa do fator inspiração. Mas de repente fiquei corajosa. Então decidi colocar aqui as viagens, os passeios que minha cabeça faz - e a dos outros também!
Como este será um trabalho-mais-ou-menos-científico (bem menos do que mais), e já que foi delineado o objeto de estudo, faltava somente determinar o método. Supimpa, pensei eu. Coloquei a sopa no mel e trouxe essa lesminha tão fofa e simpática no perfil, como representação simbólica desse método de estudo. Se é passeio, é bom a gente tentar refletir tudo sobre alguma coisa e alguma coisa sobre tudo, aos pouquinhos, até porque indo devagar dá para aproveitar melhor a viagem, né?
Espero que essa viagem seja tão boa para você como está sendo pra mim!
Bj! :*
(Sobre a lesminha, visite: www.bichinhosdejardim.com.br)