Um blog cheio de mimimi, com um título sem sentido e um template sem muita originalidade.





25 setembro, 2008

Como se muda (relativamente) uma opinião

Então, como se não bastasse a vida corrida que eu levo, as coisas pioraram um bocado quando lembrei que tinho prova da faculdade. Tudo normal até aí, mas piorou pra valer quando lembrei que a prova era DELE, um professor muito louco que passa a aula inteira sentado, falando mil coisas mais ou menos complexas e sem dar uma pausa sequer para nossas sinapses do raciocínio jurídico. Se não fosse meu instinto de sobreviência, já teria trancado a bendita matéria. Estava pensando nisso ontem, enquanto esperava na enoooooooooooorme fila minha vez de passar pelo caixa do supermercado, quando, ao me ver com um livro de Direito em uma das mãos, um velhinho muito simpático me perguntou o que eu pensava sobre a liberação do aborto em caso de fetos anencéfalos.
Eu respondi mais ou menos assim:
- Na verdade, tenho medo que essa liberação abra precedentes para outras liberações em favor do aborto, como em fetos com anomalias congênitas, síndromes, etc. Se eu tivesse o poder de mudar a lei, até permitiria o aborto no caso de anencefalia, mas proibiria no caso de estupro, porque se o Direito tem como princípio fudamental o direito à vida, como ele pode ser tão contraditório ao privilegiar a honra da mulher ao invés da vida deste feto, que não teve culpa de nada? Se a mãe não quiser cuidar, coloque ele numa casa de órfãos, mas pelo o menos o direito de nascer eu acho que ele tem.
E o velhinho:
- É, talvez você tenha razão.
E eu :
- É... (já tinha chegado a vez dele ser atendido)
Segui minha vida. Quando cheguei no escritório, tive que fazer umas cem ligações para aquelas operadoras do telemarketing "vou- estar- enviando...". Conhecem?
Pela noite, tive aula do supracitado professor.
Cheguei em casa supercansada, e a cabeça fervendo.
Quando parei para pensar, depois de um dia tão estrassante, percebi que o achismo emitido por mim ao velhinho era a mesma opinião que o meu professor tinha sobre o caso. Ainda que eu não concordasse cem por cento com o que ele dizia, acabei reproduzindo exatamente a sua idéia. Será que não processei a informação como deveria? Lógico que não! Às vezes isso acontece comigo. Escuto, mas só vou refletir depois de muito tempo, geralmente quando alguma situação se encaixa na idéia. E refleti sobre essa idéia, mas isso é tema para a opinião de vocês sobre o assunto. E depois de analisar bem esse meu professor, vi que ele é um cara gente boa. É apenas muito exigente, do tipo que sonha que um belo dia os estudantes de Direito vão acordar e voltar a ter cabeças efervescentes de ideologias. A partir disso minha antipatia pelo professor reduziu em 70%. Mudança de opinião, né? Meu coraçãozinho se enterneceu dessa vez (pobre professor)... Mas não se enganem. Essa percentagem de antipatia poderá voltar a subir ao topo, quando receber a nota da prova :]
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Minuto de sabedoria I
Deixe de ser besta, caso você seja um perdedor de oportunidades.

Sobre esse Blog-lesminha

Aí eu tava no escritório, pensando num monte de coisas úteis e inúteis, quando me veio a idéia de fazer um blog. Confesso que por muito tempo resisti a esta idéia por causa do fator tempo e, muito honestamente, por causa do fator inspiração. Mas de repente fiquei corajosa. Então decidi colocar aqui as viagens, os passeios que minha cabeça faz - e a dos outros também!
Como este será um trabalho-mais-ou-menos-científico (bem menos do que mais), e já que foi delineado o objeto de estudo, faltava somente determinar o método. Supimpa, pensei eu. Coloquei a sopa no mel e trouxe essa lesminha tão fofa e simpática no perfil, como representação simbólica desse método de estudo. Se é passeio, é bom a gente tentar refletir tudo sobre alguma coisa e alguma coisa sobre tudo, aos pouquinhos, até porque indo devagar dá para aproveitar melhor a viagem, né?
Espero que essa viagem seja tão boa para você como está sendo pra mim!
Bj! :*
(Sobre a lesminha, visite: www.bichinhosdejardim.com.br)