Um blog cheio de mimimi, com um título sem sentido e um template sem muita originalidade.





24 novembro, 2008

Só de passagem

Fala, povo high tech!!!!
Tou naqueles dias...
não "NAQUELES DIAS"... rsrsrsrsrs...
mas é que estou em semana de prova, então tou sem tempo de botar a cachola pra pensar e escrever aqui...
Mas se vcs tiverem um tempinho livre e forem à locadora pegar algum filme, aqui está minha humilde sugestão :]
*Magnólia (um clássico)
*Crash: no limite (desconcertante)
*Sobre meninos e lobos (Sean Penn, é sempre Sean Penn)
*O fabuloso destino de Amélie Poulain (romance + drama + comédia + todos os absurdos legais)
*Fale com ela (Drama. Homens que não aprenderam a valorizar uma mulher ainda, assistam!)
*O poderoso Chefão I e II (o III não foi tão bom, a não ser pela cena final de Al pacino)
*Pequena Miss Sunshine (MISTURA BOA: comédia e drama. Atentem para a guriazinha. Só a atuação dela já vale a pena)
*21 Gramas (muiiiiiiiiiiiiito bom!!! mas precisa de paciência, porque é estilo não-linear, ultra flash-back... mas é bom!)
* Onde os fracos não têm vez (Javier Barden, o bandido mau perfeito!)
*Mar adentro (Javier Barden, o mocinho bom perfeito!)
* V de Vingança (!!!!)



É filme para todos os estilos, e todos compartilham de muita qualidade e bom gosto. Não dá pra se arrepender de assistir nenhum deles. Espero que escolham algum e curtam!

:]

21 novembro, 2008

Somos Heróis

(Antes de começar o texto, uma palavrinha: o Banco do Brasil uniu-se ao Nossa Caixa, e pretende comprar muitos outros bancos pelos Estados. Não vejo de maneira positiva a formação desses grandes conglomerados. Alegam que teremos maior comodidade e crédito. Mas haverão menos escolhas para nós, e o poder deles ficará mais concentrado. E o que se pode fazer? Cada um está querendo ser o maior banco, e todos juntos estão buscando permanecer de pé ante o terremoto da crise americana. Mas... e nós? Como ficaremos depois desse terremoto?)
Agora começando o texto de verdade, e pelo título: Somos Heróis. Somos heróis sempre que o nosso dia-a-dia parece que vai desmoronar e se tornar um noite-a-noite...como aconteceu comigo ontem. É porque é mais difícil sorrir no escuro, por mais que se leiam frases com pensamentos positivos, e se leiam livros de auto-ajuda. Parece que há uma barreira blindada contra qualquer expectativa de melhora. Somos heróis porque nos levantamos todo dia e fazemos as mesmas coisas, e para se fazer todo dia as mesmas coisas tem que ser muito corajoso. Porque passar pelo mesmo, dói.
A pobreza passa por ela mesma todos os dias. Eu vejo crianças, idosos, mulheres e homens, jovens de todas as cores sei-quê-nem-pra-quê, pelas ruas, e não somente pelas ruas. Também estão dentro de suas casas, pobres de alguma coisa que não seja necessariamente comida. Eu vejo essa semana da Cosnciência Negra, e não enxergo consciência. Eu vejo comemorações pelos vinte anos da Constituição Federal,e não vejo os princípios fundamentais. Eu vejo depoimentos do tempo da ditadura, eu imagino tantas e tantas torturas. Eu só vejo heróis por todos os lados, porque pobres, empresários, feios e bonitos sobre-vivem, tão diferentes, mas TÃO iguais. Certos e errados ficam sob o mesmo teto. Bons e maus trabalham uns pros outros.
Somos heróis. Somos anti-heróis. Somos os outros e, raramente, somos nós mesmos. Há bons e maus, e um se torna o outro no dobrar de cada esquina. Ontem eu era boa. Hoje eu sou má, porque uma dor me fez assim. Me fez querer sumir. Mas logo, logo saberei que não posso desistir. Então nos tornamos heróis mais uma vez. Pela superação.
Somos heróis no dia de eleger um candidato. Ou então quando recebemos o salário e calculamos o que sobrará assim que se pagar as dívidas. Somos heróis quando estudamos enquanto a vida está acontecendo muito mais bonita lá fora. E quando se ama alguém - quer herói maior? E quando pedimos perdão, e quando nos reconciliamos.
Somos também quando chutamos o pau-da-barraca. Quando vem a ira, a indignação e as lágrimas. Porque somos fracos. Porque somos fortes. Quem poderia contra nós? Somente ela, a ausência de sonhos. Cadê os sonhos dessa nação? Onde estão nossos exemplos? Para onde foi o futuro? Não tem bandido que assuma seus atos, nem mocinha que consiga pedir socorro nessa história. O mundo nos confunde. O bandido arranca a nossa voz. Não dizemos nada, não podemos ver nada. E haverá final feliz? Há somente heróis. Mas pra quê servem heróis que não têm ninguém pra salvar nem contra quem lutar?
A gente luta às cegas. Lutamos contra tudo. (Tentamos) salvar a nós mesmos.

16 novembro, 2008

O mosquito da dengue é coisa da nossa cabeça

Oi!!! Antes de mais nada, quero pedir desculpas por ter ferido uma cláusula pétrea da Constituição Bloguística: faz tempo que não apareço por aqui. Mas acredite: tive BONS motivos para isso. O lado bom: do último post pra cá, aconteceram muitas coisas pra gente pensar.
Vam - lá...
1- Pois é, "Obambi" venceu as eleições lá nos Isteitis.
2- Itaú e Unibanco entrelaçaram matrimônio.
3- Este mês, a indústria automobilística produziu 16% a menos que no mesmo período do ano passado (uma queda significatica para um crescimento constante). Isso só serviu para, mais uma vez, não nos frustrarmos com as previsões de nosso presidente. Se ele dissesse que a crise dos EUA não nos traria consequências, E ISSO REALMENTE ACONTECESSE, aí sim ficaríamos decepcionados.
4- A China, apontada como futura popstar do cenário mundial já fez aqui sua própria calçada da fama. Que o diga sua exclusiva novela global. Os ricos-de-verdade já se ligaram que a parada agora é estudar o mandarim. (Se aprender o "ai-lóvi-iou" já foi difícil...)
5- Ainda não tinha comentado aqui que em 2008 o ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente) completa 18 anos. Conclusão: já pode ir pra cadeia.
Hoje, apesar de uma sempre presente emergência em falar de relacionamentos, de dúvidas existenciais, ou simplesmente do meu pobre time que só ganharia o Brasileirão se TODOS OS DEMAIS times fossem abduzidos, quero dizer que estou preocupada. Não sei as consequências dessa crise americana.
Festejou-se muito a vitória do futuro presidente de lá, numa ânsia de expectativas, porque assim como nós, um país também precisa acreditar em algo para não cair. O problema é que são expectativas DEMAIS.
Uma idéia que eu costumo repetir entre meus amigos é que prefiro chegar num lugar sem ser exatamente valorizada. Sem ser necessariamente desejada ou querida. Quando se espera muito de você, por mais que você se esforce, por mais que você seja bom, nunca estará no mesmo nível que sua maior inimiga: a expectativa que depositam em você. O que esperam de nós é sempre tão cruel , tão inalcançável em toda a sua plenitude! Quem poderia fazer tanto que superasse o imaginário popular? Por isso, completo aqui minha idéia: melhor pra mim é chegar sem fazer muito barulho, porque aí sim, o que eu CONSEGUIR fazer de útil, de bom, sem nenhuma cobrança, é que trará o meu espaço, o meu respeito.
O que será desse futuro presidente? Vejo tantos olhares, tantos sonhos, tantas esperanças sobre ele que tento imaginar o tamanho do peso que está sobre seus ombros. E, justamente por isso, já adianto: ele vai trazer frustrações. Não por causa dele. Mas por causa do próprio povo, que não vê, senão nele, outra luz nesse túnel. Esperam dele a salvação da pátria. Torço para que, assim como o país, ele não caia. Somos um pouco Barach. Também nos projetam para muito além de nós mesmos, e quem já estudou um pouco de geografia sabe que toda projeção distorce em maior ou menor medida a realidade.
E, por falar em distorção, precisamos tentar enxergar apesar de tudo!
6- O Governo prevê um novo surto de dengue para o verão que está por vir. Já foram registrados alguns casos de dengue hemorrágica.
Olhe pelo vidro quando pára num semáforo. Você verá crianças.
Leia um jornal. Você verá uma crise que não está nos Estados Unidos. Ela está aqui, bem mais perto.
Vamos mexer com as estruturas, vamos balançar as idéias, vamos pensar! É a nossa "água parada" que atrai o mosquisto.