Um blog cheio de mimimi, com um título sem sentido e um template sem muita originalidade.





30 dezembro, 2008

Ei, recomece!

Dois mil e oito: closed. Praticamente. Não farei aqui uma retrospectiva (pra quê serve a Globo, né?). Também não farei uma projeção para o próximo ano (para isso temos mães-de-santo, economistas, apocalípticos e afins). Isto porque depois da espetacular tramóia do Bug do Milênio (lembram?), algum ceticismo sobre certas previsões surgiu em mim.
Não estou de mau humor. É que todas essas roupas brancas nas vitrines, esse aumento no consumo de lentilhas e essas caras e bocas de “no-próximo-ano-farei-uma-dieta-de-verdade” me tiram dos nervos. Pode-se dizer até que tudo isso é compreensível, já que o momento do 23h59min59s de 31 de dezembro sempre traz muita expectativa e alegria e ansiedade e festa. Mas chega disso. Não me pergunte porquê, mas não consigo acreditar que o ano novo comece exatamente aí. Cronologicamente falando, pode até ser que sim. Humanamente falando, não.
Estou fazendo uma bagunça absolutamente desnecessária, eu sei. O ano novo deve começar no Reveillon e ponto. Mas o que é que a gente aprende com a Sra. Dúvida? Aprendemos a desconfiar do Óbvio, e considerá-lo uma ameaça, um pilantra da mais alta estirpe. Honestamente: se existe algo que me falta, é Desconfiômetro. Mas é que todo esse champanhe, todos esses fogos de artifício, esses abraços e musiquinhas e presentes são harmônicos DEMAIS com o Sistema-que-tenta-dominar-o-mundo...HOHOHO! Sei lá, acho que ou é meu sexto sentido despirocado, ou realmente dá pra desconfiar de tanta perfeição.
Para começar, não acredito que seja um ano NOVO completamente. Na verdade, acredito que ele “recomece”. Digo “recomeço” porque não é um começo propriamente falando, posto que não estamos partindo do zero, não é mesmo? Então digo: SIM, no fator "tempo" o ano novo começa logo após a Virada. SIM, é legal fazer festa neste momento, e fazer planos e tal. Mas o tempo que realmente recomeça NÃO é esse demarcado pelo Reveillon. Porque se a gente fica só na contagem regressiva, só na festa e só nos planos, poderemos passar sessenta vezes por este momento tão único, e nunca saberemos o que é um verdadeiro recomeço. O 31 de dezembro não pode ser um “luzes, câmera, ação!” obrigatório a todos os seres humanos.
Sobre mim: existiram anos em que não houve nada de novo, nenhum recomeço, onde o tempo passou e eu continuei a mesma. MEU ano começou de repente, em algum mês por aí, em que eu cresci mais um pouco, em que eu comecei a amadurecer mais um pouco, e superei alguma deficiência, algum limite, e fiz alguma coisa boa, e melhorei a vida de alguém de alguma maneira, por mais simples que essa maneira tenha sido. Então agora eu quero recomeçar meu ano neste exato momento, e dizendo o seguinte: o Tempo está para nos servir, não para escravizar. É certo que um dia, de tanto ele passar, chegará a morte. Mas enquanto ela não vem, eu me recuso a ser a mesma, a dizer de mim que sou assim mesmo e ponto. Como dizia o filósofo Heráclito (era ele, não era?), nem o rio é o mesmo, porque a própria correnteza o leva, e o transforma. Quanto mais nós, eu e você! E sobre meu Reveillon, quero que ele seja apenas um registro, não tanto de meus planos futuros, porque estes são tão nublados como o futuro de qualquer um (e quem disser que sabe do futuro está enganado ou mentindo, porque ele não se restringe ao sucesso profissional ou qualquer outra coisa, somente. O nosso futuro é um todo, e é, em boa parte, o que iremos sentir). Quero, principalmente, que o meu Reveillon registre meus planos passados, e até onde essa minha mania de recomeço me permitiu alcançá-los.
*Até onde eu chegarei? Não se faça tantas vezes essa pergunta. Você não é adivinho, nem ave do céu que alça vôo com destino certo.
*Até onde eu consegui chegar até agora? Essa é, a meu ver, a melhor pergunta a ser feita, e espero que nenhum fogo de artifício ou champanhe ou festas de virada de ano traga a ilusão de uma vitória que AINDA não foi alcançada. É por isso que eu valorizo muito mais o recomeço. Ele não traz ilusões. Ele oferece oportunidades.

:) Feliz Recomeço!

23 dezembro, 2008

Sofia

Sofia é o tipo de garota que, se fizesse parte de um filme do tipo serial-killer, seria a primeira vítima, aquela que depois quase nunca nos lembramos, que ninguém sabe de onde veio nem para onde iria, caso não fosse assassinada logo de cara. Se o filme não fosse um serial-killer, ela seria uma figurante atravessando a rua. Aliás, se fosse um filme pornô, ela certamente não seria nem atriz, nem figurante. No máximo, uma editora de imagem. Mas Sofia é uma secretária, e é tão comum, tão óbvia em seus sonhos e projetos e existência, que até aqueles que a amam, a amam justamente porque não se sentem ameaçados por ela. Sofia é, por assim dizer, o ser humano clichê. É o palito de dente de gregos e troianos. Simplesmente útil para alguma coisa que fazemos sem perceber, como abrir e fechar os olhos, por exemplo. Seu avô, homem literário, dizia: “Sofia, você é tão calada... se a gente colocar um ‘r’ no seu nome, vira ‘Sofria’!”.
Entretanto é natal. E o chefe imediato de Sofia sabe que precisa dar algum chocalho nessa época do ano para os funcionários. Assim como se enfeitam as árvores com luzes e bolinhas coloridas, também se enfeita a vida das pessoas, ou dos funcionários, no caso. Aos sócios, deu uísque. Mas Sofia não bebia. Aos faxineiros, cd´s de música sertaneja ou de axé. Mas nunca ouvira Sofia comentar sobre algum show que houvesse ido, nem cantarolar uma cantiga de roda sequer. Às demais secretárias de outros setores, porteiros, seguranças e o escambau, enviou agendas e canetas com o timbre do escritório, brinquedinhos de plástico para seus respectivos filhos e e-mails bonitinhos que já havia recebido antes de outros conhecidos, de tal maneira que seu único trabalho era fazer o Ctrlc Ctrlv de “Feliz Natal” em cada texto. Sofia nem tinha filhos, nem utilizava agenda de papel: digitava todos os compromissos no computador.
O chefe não sabia o que lhe dar, afinal. Mas sem presente é que ela não poderia ficar. Precisava ter uma política correta dentro da empresa, ser camarada com os demais. Como conseguiria ser promovido em 2009? Angariar a simpatia no trabalho em fim de ano requer gastos. E é lógico que ele via os gastos como investimento. Se Sofia ao menos fosse gostosinha, a levaria para jantar. Ele não era casado, oras! E, pelo visto, nem ela. Mas Sofia era feia como um cabide. E sem assunto, mórbida. Uma boa secretária, diria. Puramente técnica. O bom é que os sócios confiavam nela – sabiam que nenhum cliente, absolutamente nenhum, iria fazer-lhe propostas indecentes e descabidas. Um trunfo na manga, claro. Mas dane-se a feiúra. É o preço do investimento, ou não é? Dane-se.
Convidou Sofia para sair. Não um jantar romântico, tipo num restaurante. Procurou zona neutra: uma cervejinha depois do expediente no bar da esquina, para “esfriar os neurônios”. Afinal, ela “era uma boa secretária, e merecia uma folga”. E lá se foram. Ela, surpresa pelo convite, e ele cruzando os dedos para que nenhum conhecido os visse juntos. Silêncio nojento e horripilante nos primeiros 30 minutos. Mas com os minutos vieram os chopes, as risadinhas aqui e ali, “outra rodada, seu garçom, que agora Sofia vai virar o copo de uma vez só!”. Sofia ganhou um bebê de natal do chefe que não ganhou a promoção. Ele até que gostou dela - não fazia cenas, não reclamava de atrasos.
Mas durou pouco tempo. Um dia em que Sofia atravessou uma rua, um tijolo que caía de um prédio em construção mirou de propósito a queda bem em sua cabeça. Ela morreu imediatamente. Seu chefe-marido processou a construtora responsável pela obra. No natal seguinte, ele e Júnior, o presente de natal de Sofia, passaram as férias em Porto Seguro. Gostou do lugar, abriu seu próprio negócio com o dinheiro da indenização recebida, e até o dia de sua morte sempre encontrava um ou outro funcionário esdrúxulo como a falecida esposa. Sina dele. Compreendia perfeitamente. As lembrancinhas de natal eram cartõezinhos com frases elaboradas, e já estava bom demais. Já tinha muitos gastos com o filho. Não que isso também não fosse um investimento. Só que era incerto, e a longo prazo demais.

17 dezembro, 2008

"El verdadero revolucionario está motivado por el amor"



Frase de Che Guevara. 40 anos após sua morte, continua rendendo (histórias). A começar pelo filme "Che", dirigido por Steven Soderbergh, cuja estréia nacional é prevista para o início de 2009. Mas já temos o "Diários de Motocicleta" e demais apetrechos como pôsteres, camisetas e boinas com a imagem dele, estampada. Até hoje ele é um mistério para mim. Custo a acreditar que essa imagem que divulgam dele - inclusive pelos próprios americanos, seja verdadeira. Concordo com o jornalista Pedro Cine*, quando afirma que Che foi alguém que "não traiu nem a si mesmo nem a suas crenças". Mas como já havia comentado num post anterior, nós inventamos o poder de banalizar o diferente, e é isso o que me incomoda. Vestir o Che e falar o Che já é um gancho para o status. O status de um "diferente-que-chega-a-ser-comum". Não vejo mais ideologias puras. Nem o próprio Che era amplamente partidário de todas as idéias do Fidel (não negava a necessidade objetiva do estímulo material), e creio que vice-versa . Um parêntese: não estranhe se não termino as idéias de uma forma bem elaborada e amarrada em cada frase. É que não posso ter uma opinião formada e engessada sobre ele durante muito tempo. Talvez depois de alguns minutos que mostre esse texto, já queira refazer uma ou outra idéia. Então é melhor nem mexer. Deixo esse texto como uma fotografia, daqueles tempos em que, uma vez disparado o flash, já seria muito tarde para reverter uma pose mal feita. Mas voltando... Quem foi que disse que Che era um guarda-chuva? Não lembro. Nem lembro o porquê da analogia. Só sei que lembro. E, ao ver esse simples desenho acima, associei-o ao Che. Coisas do cérebro e suas interessantes relações de idéias. Sim, talvez ele tenha sido contra essa febre do consumismo. Suas atitudes revelavam algo pelo o menos parecido. Porém todo extremo é perigoso, e Che foi mal interpretado. Mal interpretado por esquerdistas que o utilizam como bandeira, mas confundem seus desejos com a realidade objetiva (mais ou menos o motivo que fez Che fracassar em seu propósito). Mal interpretado pelos de direita (Che não deveria ser um ícone somente, ou uma fotografia famosa. Deveria ser como Fidel, criticado e exaltado nos mais ínfimos detalhes, até que toda essa dissecação nos mostrasse quem ele realmente foi, sem mitificação - e mistificação). Che ainda permanece como um dos baluartes da crítica ao consumismo. Mas seu potencial de exemplo me parece pouco explorado. Perde-se tanto tempo criando ao redor dele um conto de fadas que esquece-se, invariavelmente, de sua essência humana nos termos de um alguém derrotado. Não enfatizo exatamente sua derrota, mas o que o levou a isso. E sejam esquerdistas ou de direita, todos correm esse mesmo perigo, porque sempre olham para os passos que ele deu, e com isso abaixam a cabeça, e não se auto-avaliam. Deveriam, ao contrário, erguer a cabeça e olhar para onde olhava o Che. Repetir os mesmos passos pode não levar ao mesmo lugar. Há que se considerar uma série de fatores externos (e internos). Mas os olhares voltados a uma mesma direção podem levar a um mesmo lugar. E Che tinha os olhos voltados para algo muito bonito. Sempre destacava, inclusive, a importância do amor.

*http://www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada/ult90u476896.shtml

15 dezembro, 2008

O Teatro Mágico

Silêncio... as cortinas já vão abrir :)

Cena 1 - Descoberta da infância, quando fui ao circo.
O AMOR É UM PALHAÇO. NÃO EXISTE EM SI MESMO, SENÃO NOS MOMENTOS EM QUE REPRESENTA PARA A SUA PLATÉIA.
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Cena 2 - Descoberta da adolescência, enquanto gazeava uma aula.
É DA PLATÉIA QUE EU FUJO. NÃO QUERO VER MINHA VIDA ACONTECER NUM PALCO À MINHA FRENTE, SEM EU FAZER PARTE DELA.
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Cena 3 - Descoberta na puberdade, quando analisava meu corpo e conversava com o espelho.
NÃO SEI SE A MINHA PERSONAGEM DE PALCO TEM SIDO BELA E INTERESSANTE NESTE MUNDO. MAS, AFINAL, O QUE É BELO? ALÉM DO MAIS, EU NUNCA LEVEI A SÉRIO NEM O CRITÉRIO DE PREMIAÇÃO DO OSCAR...
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Cena 4 - Descoberta nas primeiras amizades marcantes, em toda a sua complexidade.
DIFICILMENTE FICO SÉRIA POR MUITO TEMPO. MEU RISO É SOLTO COMO SOLTA É A MINHA SINCERIDADE, GERALMENTE QUANDO SOLICITADA. MAS ÀS VEZES DESCONFIO QUE DIGO A VERDADE NO RISO SOLTO E A ILUSÃO NA SINCERIDADE.
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Cena 5 - Descoberta da juventude, na consolidação de valores.
ONTEM UM AMIGO SORRIU PRA MIM, NÃO POR ALGO ENGRAÇADO QUE LHE DISSE, NEM PARA ME FAZER ME SENTIR MELHOR. FOI AQUELE SORRISO INESPERADO E DESPRETENCIOSO, COMO PRESENTE FORA DA DATA DE ANIVERSÁRIO, FORA DE QUALQUER CONVENÇÃO. O AMOR É ASSIM. É O SORRISO ATRAVÉS DO GESTO E DA PALAVRA.
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Cena 6 - Descoberta sobre o grande desafio da relação à dois.
QUANDO A PALAVRA SE CANSA, A GENTE NÃO PERCEBE LOGO, PORQUE ISSO NÃO INCOMODA. SÓ QUANDO PRECISAMOS TER ALGO A DIZER É QUE SURGE REALMENTE O VAZIO. QUANDO O SILÊNCIO ASSUTAR, NÃO FOI PORQUE A PALAVRA CANSOU, FOI A RELAÇÃO...
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Cena 7 - Quando se percebe que a maturidade vem em unidade ( 1 grão de areia da praia).
MINHA RELAÇÃO COM O MUNDO É NA MEDIDA EM QUE REPRESENTO PARA ELE, COMO UMA ATRIZ INTERPRETANDO A MIM MESMA. QUE ESSA INTERPRETAÇÃO, NO FIM DE MINHA CARREIRA, TENHA SIDO O MAIS SOLTA, SINCERA E DELICADA POSSÍVEL. MAS PRINCIPALMENTE UMA INTERPRETAÇÃO PALHAÇA, COMO ASSIM É O AMOR.
Não fecham-se as cortinas!
:]

08 dezembro, 2008

Plágio do seriado 24 Horas

* Os últimos acontecimentos ocorrem entre as 19h da noite e as 3h da manhã (!)
Na época tinha 13 anos. Saí de casa para visitar minha avó. Sentei no ponto do ônibus às 19h. Estava no meio do ano, era tempo das festas juninas. Dia de show de Elba Ramalho na praça do Mercado. Esperei pelo ônibus por 40 minutos. Cheguei ao terminal do Mercado às 19h40min. E peguei o outro ônibus do lado errado do terminal. Resultado: fui em direção ao lado oposto em que pretendia ir. Só que estava muito entretida com um livro, então, tapada que fui, só percebi o engano muito tempo depois. Desci do ônibus. Tentei pegar o correto desta vez, mas todos estavam tão lotados por causa do show de Elba, que nenhum se atrevia a parar ao meu sinal. Não cabia nem um mosquito a mais. Eram umas 20h. Estava sozinha na avenida deserta, quando um carro parou. Tinha 4 homens dentro. O motorista perguntou:
- Ei, mocinha, quer uma carona?
Meu coraçãozinho pululou.
- Não, obrigada.
- Não precisa se preocupar, não vamos te fazer mal.
- Eu sei, mas mesmo assim não quero.
Ainda insistiu umas 3 vezes, continuei recusando. Com o sorriso amarelo. Foram embora. Respirei aliviada. Tentava telefonar do orelhão (porque não tinha celular) e a cobrar (porque não tinha cartão telefônico) para todos os números que ainda recordava, mas ou não atendiam, ou caía na caixa postal, ou não atendiam ligação a cobrar. Esperei no ponto até as 23h30min. Nenhum ônibus parou.
Resolvi percorrer os 5 km que me distanciavam do terminal a pé, com apenas 1 vale de transporte e 0,50 centavos no bolso, sozinha. Caminhei toda a RUA DA FRENTE (Av. Rio Branco) NESTE HORÁRIO, SOZINHA!!!!! Pra quem já conhece a fama dessa avenida...
Quando comecei a caminhar já estava perto da meia noite. 2h15min depois, alcancei o terminal. Esperei o ônibus chegar, esperei...esperei... até que não segurei o choro quando ouvi alguém explicar que àquela hora não passava mais ônibus nenhum. Tudo bem, eu sei que na minha situação Jack Bauer não choraria. Mas ele não tem 13 anos, ele tem um carro sempre disponível e aquele celular que localiza até o Papa, se ele assim quiser.
Fiquei lá, sentada, sem saber o que fazer. Uns 40 minutos depois, vi duas mulheres se aproximarem. Então tive A Idéia. Perguntei a elas como fazia para chegar ao ponto de táxis de lotação, já que o dinheiro que tinha só me permitia essa alternativa. Segui as orientações e, lá pelas 3h da manhã, saí do terminal do Mercado em direção ao ponto dos táxis de lotação. Pela viagem até a casa, ele me cobrou EXATAMENTE 1 vale e 0,50 centavos (neste ponto, acho que nem Jack Bauer teria mais sorte). Finalmente o destino começava a me sorrir. Dividi o táxi com um aparentemente travesti (vai lá saber) e dois homens bêbados. Quando finalmente cheguei à casa de minha avó, pensando que todos se comoveriam com meu relato, fui bombardeada por uma série de acusações (tipo Jack Bauer mesmo, que leva pau no episódio inteiro mas sempre tem alguém que ache que ele é o traidor). Minha avó arregalou os olhos quando me viu. Sua netinha chegava na casa dela, sozinha, às 3h27 min da manhã. Fui a responsável por um dos maiores escândalos da história da minha família. Não adiantaram meus argumentos - eu não tinha provas. Nem uma testemunha sequer! Fui acusada de perversão: segundo a promotoria, composta por avó, mãe e tias, havia saído de casa às 19h da noite e ficado no show da Elba até as 3h da manhã (!). Esta história não é uma ficção.
E não percam o próximo episódio da menina mais azarada (eu!) que Jack Bauer, da família mais infiltrada que a UCT.
:}

03 dezembro, 2008

Contraditório...

*Fugindo do preconceito, inventamos o "Afrodescendente".
*Nas cidades aonde é preciso ter penitenciárias, geralmente se levantam muralhas em volta das casas.
*Por não querermos o fim, protelamos o começo.
*Saímos do período Medieval: tempo do poder do rei absoluto e da violência que tentava se justificar. Chegamos no presente: tempo do poder que tenta se justificar e da violência absoluta.
*Acabaram as torturas do tempo da ditadura. As do tempo da ditadura.
*Muitos não vão às urnas porque é necessário - não importa muito quem irá representá-los. Muitos compram roupa de marca, não porque roupa é necessário. Mas porque a marca os representa.
*Quando nos apaixonamos, nos aconselham a sermos cautelosos (porque soltar as emoções é perigoso). Quando nos decepcionamos com alguém, nos aconselham a desabafar (porque prender as emoções faz mal).
*Quando é que fazemos o bem sem desejar ALGO em TROCA? E quando é que o mal que recebemos não veio em TROCA de ALGO - que fizemos?
*POR QUE ATÉ PRA PERGUNTAR É PRECISO SABER?
*Que palavra linda é "amortecedor": AMOR...tecer...cedo...dor...MORTE.
.
Oi, gente! Tantas contradições não me permitem finalizar o texto. Então, já que está tudo tão confuso, resolvi aproveitar e começar o texto por aqui!
Contraditório: Segundo o meu dicionário, contraditório é qualquer coisa nessa vida que esteja de uma maneira que não deveria estar, ou que esteja fora de seu lugar, de seu tempo, de seu momento, seja por não ser compreendida, seja pela hipocrisia, seja pela mentira. É tudo aquilo que dizemos e que não é. É tudo aquilo que acontecemos e que, no fundo, no fundo, não foi...
:]